I-INTRODUÇÃO.
Deus chama seu povo para que o glorifique no casamento. Para tal, a Palavra de Deus, não nos deixa no escuro. Somos de natureza tão depravada que é impossível a Bíblia nos apresentar um objetivo santo de vida sem ao mesmo tempo esquadrinha-lo diante dos nossos olhos.
O casamento é uma das áreas onde somos mais provados. Sendo quem somos como que nos é difícil viver uma vida santa no lar.
Este texto vem em nosso socorro da seguinte forma: Primeiro, revelando-nos os deveres dos maridos e das mulheres. Podemos facilmente observar que a passagem bíblica está repleta de mandamentos. Em segundo lugar, o texto claramente nos ensina que no cumprimento destes deveres os propósitos de Deus são alcançados na vida do casal. O apóstolo Pedro afirma que se vivermos da maneira proposta, pessoas poderão ser trazidas à Palavra (v.3), estaremos agradando a Deus (v.4), orações continuaram sendo ouvidas (v.7).

Creio que encontramos neste texto algumas verdades gerais para que nos ajudam a cumprir os deveres específicos que nos são apresentados por Deus. Quero, portanto, chamar sua atenção para algumas verdades gerais que nos são apresentadas nesta passagem, pois encontro nelas os maiores motivos possíveis para que tão elevados princípios de vida sejam postos em prática por pecadores como nós. Que verdades gerais são estas?

II-VERDADES GERAIS SOBRE O CASAMENTO CRISTÃO.

1-EMBORA O QUE É EXIGIDO DO MARIDO DEVA SER PRATICADO PELA MULHER E VICE-VERSA, HÁ DEVERES QUE PESAM MAIS SOBRE OS OMBROS DE UM DO QUE DO OUTRO (VS. 1, 7).
Indiscutivelmente a Bíblia ensina que há diferenças profundas entre ambos os sexos e por isto, ou por causa de constituição natural ou por causa daquilo que viemos a nos tornar pelo pecado, cada cônjuge deve se preocupar com aquilo que em especial diz respeito a sua vida. Ou seja, ha áreas em que o homem tem que vigiar mais do que a mulher e vice-versa. Conhecer estas diferenças trata-se de algo fundamental para o sucesso familiar.
Podemos observar com clareza que Pedro oferece tanto os meios necessários para que os alvos específicos sejam alcançados, como também o remédio para as enfermidades que dizem respeito à vida tanto do homem quanto da mulher. Vejamos alguns exemplos.
Em muitas mulheres há uma tendência para o excesso de palavras e a murmuração. Em outras tantas há uma tendência para a vaidade e superficialidade.
Em muitos homens há uma tendência para uma vida sem discernimento no lar. Em outros uma grande incapacidade de ver o mundo à partir da perspectiva da mulher.
Em suma, somos diferentes. Temos características diferentes, chamados diferentes e fraquezas diferentes. E se queremos viver uma experiência saudável no casamento precisamos levar isto em consideração.

2-O ALVO DO CASAMENTO CRISTÃO É MARIDO E MULHER VIVEREM DE UMA TAL MANEIRA QUE O SEU BOM TESTEMUNHO LEVE TANTO UM QUANTO O OUTRO À SUBMISSÃO A VONTADE DE DEUS (VS.1-3).
Note que o espírito de tudo aquilo que o Senhor Jesus ensinou exerce profunda influência no que seu apóstolo diz. Devemos viver para o próximo e não para nós mesmos. E o alvo supremo é vivermos de uma tal maneira que aquele com quem estamos casados seja ganho para a Palavra através da coerência de nossa vida.
Quanta gente erra ao visar não a transformação do cônjuge, mas sua própria felicidade.
A maior preocupação do cristão no casamento é a santificação do cônjuge.
Você tem procurado levar aquele com quem se casou à submissão a Palavra de Deus?

3-PARA QUE NEGUEMOS A NÓS MESMOS NO CASAMENTO É FUNDAMENTAL QUE SAIBAMOS O QUE REPRESENTA PARA DEUS A VIDA DAQUELE COM QUEM ESTAMOS CASADOS (VS. 1, 7).
Passamos por provas incontáveis nos casamento. O envelhecimento leva nossa formosura, as doenças levam nossa saúde, as desavenças nos levam a não gostarmos mais de quem estamos casados (o que não significa o término do amor), o desenvolvimento pessoal no leva num certo sentido a sermos uma pessoa bem diferente daquela do período do noivado (o que pode produzir um fosso entre o casal), as expectativas do amor são sempre maiores do que aquilo que experimentamos, e assim por diante.
Só há uma forma, diz o apóstolo Pedro, de levarmos o casamento adiante: é através da negação de nós mesmos com base na percepção daquilo que o próximo representa para Deus.
O que o próximo representa para Deus? Se ele é incrédulo é alguém que precisa de salvação, e se é crente é herdeiro de Deus.
Deveríamos aprender a lidar com o próximo com profundo temor. Você teme pela possibilidade de ser um tropeço para a vida do seu conjugê incrédulo? Você teme estar tratando com desrespeito alguém por quem Cristo morreu?

4-A IDÉIA DO QUE AGRADA A DEUS É UMA BASE EXTRAORDINÁRIA PARA CUMPRIRMOS SEU PROPÓSITO NO CASAMENTO (V.4).
O maior estímulo que existe na vida do cristão para a prática de qualquer coisa que representa violência contra o seu ego é a descoberta daquilo que Deus dá valor na vida do crente.
Há coisas que só conseguimos fazer quando percebemos que com elas Deus haverá de sorrir. Há horas que somos levados a dizer para nós mesmos: “Apesar de todas as renúncias que tenho feito a idéia de que o que faço agrada a Deus faz-me feliz”.
Agradar a Deus é suficiente para leva-lo à obediência?

5-SOMENTE SUBMETEMOS NOSSA VONTADE AO PRÓXIMO QUANDO JÁ APRENDEMOS A ESPERAR EM DEUS (V.5).
Freqüentemente agimos com o propósito de nos defender de maiores sofrimentos. Isto se dá muito no casamento. O apóstolo Pedro, contudo, nos revela que a grande característica de algumas mulheres do passado que viveram uma vida santa e submeteram-se aos seus maridos, era a capacidade de esperar na fidelidade Divina.
Pedro não diz o que elas esperavam, mas nos certifica que havia uma certeza em seus corações de que estavam nas mãos de um Deus fiel.
Que paz goza o coração que aprendeu a confiar na fidelidade Divina!
Você tem aprendido a esperar em Deus?

6-A MANUTENÇÃO DA COMUNHÃO COM DEUS DEVE SE CONSTITUIR NA SUPREMA PREOCUPAÇÃO DO CASAL CRISTÃO (V.7).
É digno da nossa apreciação o fato de que o apóstolo Pedro apresenta como motivo de grande preocupação a nossa comunhão com Deus. Ele diz: “Não vivam uma espécie de vida que os impedirá de estar na presença de Deus”.
Note que Pedro parte para aquilo sem o qual nossa espiritualidade é vazia, pois a verdadeira virtude consiste no amor a Deus. Somos conduzidos ao recurso final quando em alguns momentos nossos sentimentos por quem casamos não nos ajudam. Isto leva o crente a dizer: “O que não pode é a comunhão com Deus ser rompida”.

III-CONCLUSÃO.
Esta passagem está cheia de mandamentos, contudo, o apóstolo Pedro nos apresenta os grandes motivos para que vivamos experiência familiar que exige tanto de nós.
A compreensão destes motivos associada a orações não interrompidas

Fonte: www.palavraplena.com.br
Pastor Antonio Carlos Costa
Um parceiro Melodia
Fonte:http://www.melodia.com.br ,mais um parceiro Eterno Jesus.

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